Inimigos Íntimos

28/08/2012

O Palmeiras contratou mais um “Juquinha“: Tiago Real (meia, ex-Joinville, 23 anos, 19 jogos/4 gols na Série B) assinou por 4 anos.
E por que Felipão aceita mais um jogador desses? Há duas opções: o treinador desistiu de reclamar, afinal, o time está lotado de desfalques e a janela europeia logo irá fechar, ou a diretoria ignora suas reclamações e contrata por vontade própria. Dada a incompetência e covardia da direção palmeirense, acho difícil que se trate da segunda opção.

Betinho é um “Juquinha” e tem jogado. Não porque Felipão acha que ele tenha capacidade de jogar pelo Palmeiras (qualquer um percebe que não), mas sim para deixar evidente que não possui opções e que foi isso o que a diretoria lhe deu. Basta lembrar que em 2010, em jogo pela Copa Sul-Americana, contra o Vitória, o treinador escalou Max, que estava encostado há anos no clube, acumulando empréstimos para times medíocres. O recado era claro: “se não contratarem ninguém, é isso aí que vai jogar”.
E aí está um dos maiores problemas da gestão de Felipão desde seu retorno: não olhar para a base. Ou melhor, olhar apenas com desconfiança.

Nos últimos quatro anos, o Palmeiras tem apresentado times fortes e com bons valores na Copa São Paulo e no Campeonato Brasileiro sub-20, principalmente no setor de armação: Ramos, Gilsinho, Patrick Vieira, Bruno Dybal, Diego Souza. Além disso, o técnico campeão mundial ignorou Caio, atacante de 21 anos, que na única vez que jogou (contra a Ponte Preta, pelo Brasileirão deste ano) demonstrou categoria suficiente para ser opção no banco de reservas. Ou seja, Felipão não precisava por Betinho pra jogar. Para ser justo, lembremos que Scolari deu chances para Gabriel Silva e Patrik (não estou contando os goleiros), que não foram além do medíocre.

A marca do treinador que recebe 3,6 milhões de euros anuais tem sido a de sempre jogar no fácil, não arriscar (e há quem diga que foi graças a isso que o Palmeiras levou a Copa do Brasil. Eu discordo, mas isso é outra discussão). Ao invés de procurar alternativas de jogo, lançar novos jogadores, coloca todas suas fichas em um volante de 35 anos que não marca, só passa de lado, porém cruza e cobra faltas com perfeição (consagrando gente como Betinho, aliás). Mas Marcos Assunção ficará um mês fora. Solução de Felipão: contratar o Correa. Nunca foi tão fácil levar 1 milhão por mês pra casa.

E aí a mesma diretoria que fez o time jogar em Barueri, afastando a torcida do time e fazendo com que a média de público do clube beirasse o ridículo (o que, convenhamos, prejudica o desempenho da equipe) sob o argumeto de ser financeiramente mais viável, vai gastar 2 milhões de reais por 50% dos direitos federativos de Tiago Real (que não serviu pro Coritiba), como já gastou em Pedro Carmona, Tinga, Chico etc.
Se não der certo, compra outro Juquinha, afinal, Valdivia e Daniel Carvalho estão sempre pra voltar. Até lá, Patrick Vieira já vai estar com 24 anos, ter jogado bem em algum clube brasileiro e conseguir uma transferência para a Roma, do Marquinho, ou para o Sporting, do Elias.

Diretoria amadora + Técnico ultrapassado e acomodado. Os adversários do Palmeiras vão além dos 19 clubes que enfrenta no Brasileirão…

Rodrigo Giordano

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O futebol aconteceu

26/04/2012

“Hoje, o futebol perdeu”. Frase muitíssimo ouvida no dia 25/04/2012, referência à derrota do Barcelona para o Chelsea na semifinal da Champions.

Não, o futebol não perdeu nada. Nem ganhou. Simplesmente aconteceu. O Chelsea não é um time retranqueiro, não vive de chutões nem de gols de bola parada; possui ótimos jogadores, alguns técnicos e habilidosos. Enfim, é melhor do que qualquer um dos 20 times que disputam a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro e do que o futuro campeão da Libertadores.

Teve a grandeza de reconhecer sua pequenez diante do melhor time do mundo. Elaborou uma estratégia para dois jogos e a executou brilhantemente; marcou o Barcelona como ninguém com apenas 10 jogadores, sem ser violento (e quando foi, o juiz puniu).

No entanto, há quem ache que Di Matteo devesse entrar com 3 atacantes, ir pra cima, perder de 5 e achar graça.

Deu gosto de ver a raça dos jogadores do time inglês: Lampard não perdeu uma dividida, Ramires correu o campo inteiro, Drogba jogou até de lateral-esquerdo. E o gol do brasileiro foi mais bonito do que qualquer jogada armada por Messi, Xavi, Iniesta e cia.

O Barça continua sendo o melhor time do mundo e essa derrota diz muito sobre o time: a equipe catalã possui um estilo de jogo, que não vai mudar por uma eliminação; todos os times do mundo continuarão tendo que fazer os jogos de suas vidas para vencer o Barcelona. E isso é ótimo pro jogo, o esporte vive disso.

O futebol não perdeu nada ontem. Talvez o de playstation, sim. O de verdade não.

Rodrigo Giordano

Depois de conquistar a Euro 2008 e a Copa do Mundo de 2010, a Seleção Espanhola dava mostras de que estava bem à frente das demais equipes nacionais e que seria favorita tanto na Euro 2012 quanto na Copa do Mundo de 2014. No entanto, as atuações apagadas do time campeão do mundo contra Argentina e Portugal tiveram como consequência duas surpreendentes goleadas. Para piorar, o artilheiro David Villa sofreu uma lesão grave no final do ano passado, que praticamente tirou suas chances de disputar a Euro deste ano. Soma-se a isso a fase terrível do centroavante Fernando Torres, que, embora já não fosse titular absoluto na Copa do Mundo, era tido como um dos melhores camisas nove do mundo até se transferir para o Chelsea.

O cenário acima é um prato cheio para quem deseja apontar a Espanha como um vento passageiro, que está prestes a sucumbir diante da renovada Alemanha e da Holanda de Robben, Sneijder e Van Persie. O vento da “Fúria”, aliás, já não soprava tão forte na Copa do Mundo quanto o fez na Euro 2008, afinal as quatro vitórias na fase mata-mata foram conquistadas com o placar mínimo. Porém, ainda há bons motivos para acreditar que a Espanha segue sendo a melhor equipe nacional do mundo:

Fabregas e Silva se firmam como grandes astros

Cesc Fabregas e David Silva são jogadores de grande talento, mas ambos levaram algum tempo para amadurecer totalmente e se consagrar por grandes equipes. Fabregas já era rei no Arsenal, mas as deficiências do time ofuscavam seu ótimo futebol. David Silva claramente se mostrava “grande demais” para as pretensões do Valencia. Pois aconteceu o óbvio. Fabregas foi para o Barcelona e logo se tornou figura indispensável nos 11 titulares de Pep Guardiola, passando a atuar até como centroavante em alguns momentos do jogo, o que ajudou a aflorar seu lado artilheiro, comprovado com os 15 gols em 39 jogos. Já David Silva rumou para a Inglaterra e se juntou ao bilionário time do Manchester City.

Diante de tantas estrelas, muitos pensavam que Silva teria dificuldades para se tornar titular absoluto, mas ele não apenas se tornou fundamental, como já foi apontado várias vezes como o melhor jogador do campeonato inglês na atual temporada.

Em resumo, Fabregas e Silva estão entre os 10 melhores jogadores do mundo na temporada 2011-12, o que é uma excelente notícia para o técnico Vicente Del Bosque, que vê dois reservas da Copa do Mundo de 2010 serem escolhas quase óbvias para escalar a Espanha para a Euro 2012. Melhor do que isso, Del Bosque ganha opções táticas para fugir do batido 4-2-3-1 (ou do 4-4-2 ortodoxo que Luis Aragonés utilizou na Euro 2008).

Imitando o Barcelona

Além de representar um acréscimo técnico considerável, a presença de Fabregas no time titular da Espanha pode ser o ponto de partida para uma nova fase na “Fúria”. Guardiola fez o favor de mostrar a Del Bosque como Fabregas pode ser igualmente brilhante atuando em posições variadas, desde terceiro homem do meio-campo, até ponta ou centroavante. Essa opção surge em um momento providencial para a seleção nacional, já que Villa ainda não tem perspectiva de volta (e não se sabe se ele poderá atuar nas mesmas condições de antes) e Fernando Torres apenas agora começa a dar pequenos sinais de recuperação. Llorente seria uma opção, mas é outro caso de jogador que precisaria ir para um time de maior porte para desenvolver todo seu potencial. Há ainda Negredo e Soldado, mas ambos não têm o nível de excelência a que o torcedor espanhol se acostumou nos últimos quatro anos.

Com isso, Del Bosque tem a chance de “imitar” o Barcelona, que atualmente deixa qualquer seleção nacional no chinelo. Jogar sem centroavante fixo se torna uma opção excelente para a Espanha, que pode desenvolver um futebol muito envolvente tendo um meio-campo formado por Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta, Fabregas e Silva. É basicamente um Barcelona sem Messi e Daniel Alves. É evidente que não tem cabimento comparar Messi e David Silva, mas o meia espanhol é um excepcional jogador e, se algum time hoje pode ter a “honra” de imitar o Barcelona, este time é a Espanha (mesmo porque conta com seis jogadores do time catalão, sendo quatro deles meio-campistas).

Claro que copiar o sistema tático do Barcelona não é tão simples e passa inclusive por um capricho maior de Casillas com a bola nos pés (nisso Valdés sem dúvida é superior ao goleiro do Real Madrid, só nisso). A saída pela direita com Sergio Ramos não conta com o talento de Daniel Alves, mas há a alternativa de sair pelo outro lado com o jovem Jordi Alba, revelação do Valencia que rapidamente se tornou titular da posição mais carente do time espanhol, ocupada anteriormente por Capdevilla e Arbeloa, dois laterais esforçados, mas limitados.

Se a bola chegar redonda ao meio-campo, não tem erro. Os quatro jogadores do Barcelona farão o mesmo trabalho de posse de bola que fazem pela equipe catalã e ainda terão a ajuda de Xabi Alonso e David Silva. Sem dúvida pode faltar a esse time um goleador, pois Fabregas não pode ser o único responsável por balançar as redes. David Silva e Iniesta tem boa finalização, mas não são artilheiros. O mais próximo que esse time chegaria do Barcelona seria um 4-3-3, com Iniesta aberto de um lado e Silva aberto de outro, com Fabregas colocado como falso centroavante (função de Messi no Barcelona).

Se esse “Barcelona sem Messi” não der certo, a solução pode estar na volta de David Villa ou de Fernando Torres, mas aí a grande dúvida é quem seria sacado desse time estelar. Xavi, Iniesta e Fabregas me parecem intocáveis, principalmente pelo que vêm fazendo no Barcelona. Pode sobrar para David Silva, mas Del Bosque poderia ousar e sacrificar um dos volantes. Nesse caso Xabi Alonso teria mais chance de perder sua posição, pois Busquets faz melhor a função de primeiro volante.

Kim Paiva

O maior do mundo

21/03/2012

A geração de pessoas que nasceram nos anos noventa é a parcela da população brasileira que, pela primeira vez na história, tem enorme acesso ao que acontece no futebol fora do país. Essa geração, portanto, teve a oportunidade de crescer acompanhando os certames internacionais e suas grandes estrelas.

Para exemplificar, uma pessoa com uma programação esportiva básica em uma operadora de TV a cabo pode assistir, hoje, aos campeonatos espanhol, inglês, alemão, francês, italiano, português, russo, japonês, holandês e estadunidense. Pelo menos metade desses já podia ser vista naquela época.

Isso tornou possível que, nos últimos vinte anos, as pessoas que já nasceram órfãs de Pelé, Maradona, Garrincha, Cruiyff, Rivellino, Sócrates, Zico e afins, pudessem acompanhar, além das carreiras dos recentes ídolos tupiniquins – jogando por aqui ou por lá –, as carreiras das grandes estrelas nascidas no além-trópico.

Se antes seria impossível um brasileiro dizer que o melhor jogador que já havia visto jogar não compartilhava de sua nacionalidade, pois só o via em campo, de fato, durante uma copa do mundo ou em algum lance repetido pela viciada e fechada programação da TV aberta nativa, agora não.

Não é raro, por exemplo, ver alguém deste recorte de população afirmando que o melhor jogador, para ela, de todos os tempos é Ronaldo, Zidane ou Romário – craques que fizeram a maior parte de suas carreiras no estrangeiro.

Compreendida essa especificidade histórica dos sub-25, vale ressaltar que também não há aqui uma forte ligação com os  ídolos do passado senão por resquícios de outras relações, como as de ídolo do time, do pai, do DVD, etc.

Isso explica por que essas pessoas tem a capacidade de perceber – e afirmar – sem dificuldades que um jogador não-brasileiro é não somente o melhor jogador da atualidade como o melhor que já pisou peelos gramados desse mundo. Elas podem se considerar, nesse sentido, privilegiadas.

Isso explica também por que não há a necessidade de dizer que ele não ganhou todas as copas de Pelé ou sequer a de Maradona. O nível que atingiu, e que pode ser comprovado duas vezes por semana com enchurradas de gols, assistências e dribles, já é tamanho que não importa a camisa que está em seu corpo, apenas seu puro, simples e lindo futebol.

É importante que, para além do foco geracional, as pessoas de outras idades saiam da zona de conforto que é o olhar distanciado do tempo. É sempre mais fácil afirmar que o melhor jogador é aquele de quem, já aposentado, é possível avaliar toda a carreira.

Vencidas estas barreiras é possível que todos os entusiastas ludopédicos possam afirmar em algum momento aquilo que já hoje ulula diante de nós.

Torçamos para que, o mais rápido possível, perca-se o receio em confessar que o maior jogador de todos os tempos não é brasileiro, está em atividade, ainda não atingiu seu auge e atende pelo nome de Lionel Messi.

 

Felipe Blumen

Como foi dito e repetido várias vezes por um famoso jornalista esportivo nestes últimos dias, a última vez em que a Uefa Champios League não contou com nenhum participante inglês na fase de quartas de final foi em 1996. Mais. A ilha colocou sete finalistas nas últimas sete edições do certame, incluindo uma final totalmente inglesa entre Chelsea x Manchester em 2008.
Isso era reflexo de um certo desequilíbrio no ludopédio europeu, de um período no qual todos apostávamos sem pensar duas vezes que o Arsenal voador de Wenger atropelaria tranquilamente a sempre campeã Inter de Milão ou o (até então) sempre amarelão Real Madrid.
O mesmo valia para o sempre bom Manchester United, o sempre rico Chelsea de Mourinho e o sempre copeiro Liverpool.
Desequilíbrio resultante dos anos e anos de fortalecimento daquele que se tornou o melhor certame nacional do mundo, a liga inglesa. Talvez pelo fato de ser o único campeonato – dentre os melhores – que não limita a quantidade de estrangeiros que seus times devem usar.
Exemplo disso foi o ressurgimento de equipes tradicionais e até então esquecidas. Como o novo time com escalação de videogame – movido a dinheiros do além-Constantinopla – do Manchester City e o “time de conjunto” do Tottenham.
Mas recentemente tudo mudou na terra do casamento real.
O copeiro Liverpool passou das taças aos pires na mão e tenta remontar seu time. O “Wenger way of football” do Arsenal parece estar finalmente se esgotando. O dinheiro do Chelsea não consegue mais comprar um bom técnico e continua pagando salários inúteis, como de zagueiros adúlteros e meias velhacos. O United continua sempre bom, mas foi atropelado pela consolidação da máquina de futebol do Barcelona e pelo Real Madrid que, aparentemente, parou de amarelar. O City viu que tem tanta camisa na UCL quanto o Corinthians na Libertadores e o Tottenham viu que não é sempre que se faz uma ótima temporada.
Resultado: Manchester azul e Manchester vermelho eliminados na primeira fase, Arsenal passando vergonha, Chelsea sem muita bola e Tottenham e Liverpool sem dar as caras.
Ao que parece, daqui a um mês os fãs do futebol inglês já não terão para quem torcer na UCL (the chaaaaaaampiooooons).
Resta, pelo menos para alguns – torcedores dos times de Manchester, que são favoritos na liga nacional e na Europa League -, torcer para que possam dizer no final da temporada que conseguiram ganhar o campeonato nacional mais forte do mundo.
Mas, se saem os ingleses,  em seu lugar entram equipes outrora esquecidas pelos apreciadores de futebol europeu. A má fase inglesa, sua ausência nas fases decisivas, dá lugar para equipes sem tanto poder aquisitivo. Engana-se, porém, quem pensa que isso é mal para o futebol.
Ou alguém não tremeu com o San Paolo?

Menos chá e mais massa na UCL 11-12

 

Felipe Blumen

A volta

22/02/2012

É com grande prazer – talvez não para vocês, leitores – que anunciamos o fim das férias forçadas deste blog.

Acostumem-se com as novas tentativas de textos que aparecerão por aqui.

Mas, claro, de leve pois estamos em ritmo de pré-temporada e mais fora de forma que atacante carioca de time paulista.

Entretraves

Leitores aglomerados em frente a lan house para ver a volta do Entretraves

Eu poderia muito bem usar meu último post para me gabar, dizendo que o ocorrido com os clubes brasileiros na noite de ontem não me surpreendia. No entanto, ao ler tais mal traçadas linhas, você há de perceber que a ideia geral do post está na crítica à imprensa por ser desinformada em relação aos times estrangeiros que disputam a Libertadores (no caso, referia-me aos argentinos, mas o mesmo vale para os outros), o que fazia com que muitos analistas considerassem impossível uma desclassificação precoce das equipes tupiniquins. Pois bem, eu achava possível, não provável.

O time do Inter é melhor do que o do Peñarol, o Cruzeiro é melhor que o Once Caldas, o Grêmio é pior que a Universidad Católica e o Fluminense é pior que o Libertad; o time carioca, aliás, é um caso a parte, um guerreiro especialista em vencer batalhas e nunca ganhar guerras (mas se a torcida gosta…) O que estou querendo dizer é que tais eliminações aconteceram porque o futebol é assim, um jogador é expulso, um técnico mexe mal, um goleiro falha… É claro que diminuir a soberba fará bem às equipes brasileiras na competição do ano seguinte, porém, não foi isso que as derrotou.

É muito provável que até o fim da semana (ou até a próxima Libertadores), os “especialistas” discutam com esmero o que essas derrotas significam para o futebol brasileiro, proponham milhares de soluções e encontrem tantos quantos culpados, ou até mesmo coloquem a Libertadores no pedestal, lembrando que “isso aqui não é Estadual, não, amigo!”. Como brilhantemente afirmou o Caio Maia em seu post no blog da Trivela, no atual jornalismo esportivo brasileiro “o meio termo morreu”.

Pitacos:

– Sério mesmo que o Muricy acha que o time vai melhorar toda vez que ele colocar o Bruno Aguiar no lugar do Zé Eduardo?

– Nas semifinais do paulistinha, Carpegiani reclamou do intervalo do jogo (parece que ele estava esperando o primeiro jogo da história com 90 minutos corridos) e Tite justificou a má partida de sua equipe com o fato de que o time adversário esteve grande parte da partida com um jogador a menos (é lógico, a treinabilidade corintiana de todo dia é feita com 11 contra 11).

– Terça-feira, programa Cartão Verde, TV Cultura, convidado: Joel Santana.

Entrevistador: Joel, o Cruzeiro é o melhor time do Brasil?

Joel: O que o Cruzeiro ganhou até agora?

É…

Rodrigo Giordano