Foram duas chances preciosas para o líder Palmeiras disparar, jogos contra Avaí e Náutico. Pela lógica, pelo menos 4 pontos o líder conquistaria. Porém, à base de muito suor, o time buscou o empate contra o Avaí para marcar um pontinho. Contra o Náutico a equipe passou longe de marcar pontos, foi um 3 a 0 categórico para o Timbu, que respira no campeonato com a força de seu estádio.

Hoje, faltando 9 rodadas para o término do Brasileirão, o Palmeiras poderia ter 10 pontos de vantagem para o segundo colocado e a única dúvida seria em que rodada a equipe paulista ergueria a taça. Os concorrentes têm colaborado para um título antecipado, São Paulo, Internacional, Atlético Mineiro e Goiás não conseguem encaixar uma seqüência de vitórias. O Tricolor teve uma brilhante ascensão no campeonato, mas pecou na hora de assumir a liderança.  O Internacional teve uma queda brusca no 2º turno que culminou com a queda do técnico Tite. A escolha do substituto foi contestável, Mário Sérgio tem um histórico recente muito ruim e seu nome não inspira confiança para uma reação do Colorado. Atlético Mineiro e Goiás não demonstraram, até agora, a regularidade necessária para a conquista do título.

Considerando que em 9 rodadas há 27 pontos em disputa, a vantagem de 5 pontos do Palmeiras não é muito significativa. Outro fator que anima São Paulo e Inter, principais perseguidores, é que o plantel palmeirense dá sinais de fraqueza e a dependência de Diego Souza, melhor jogador do campeonato brasileiro, é evidenciada pelos números: Em 4 jogos sem o meia o Palmeiras não conseguiu nenhuma vitória.

A próxima rodada pode ser decisiva, São Paulo e Palmeiras têm jogos complicados em casa contra Atlético Mineiro e Flamengo, respectivamente. Pela atual fase do rubro-negro, a tarefa do Verdão é um pouco mais indigesta. Mas se a vantagem chegar a 7 pontos, a 8 rodadas do fim,  a torcida palmeirense pode começar a contar os dias para comemorar o seu 5º título brasileiro. Porém, se cair para 3 a diferença entre os paulistas, o favoritismo pode pular o muro e a soberania são-paulina pode se manter.

Kim Paiva (colaborador)

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Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos nossos ávidos leitores pelo meu considerável tempo de ausência. Forças ocultas e um problema com a minha fonte (não a jornalística, a do computador) me impediram de ser mais ágil. Desculpas à parte, vamos ao que interessa: Faltam cerca 5 anos para a Copa do Mundo de 2014 ser realizada no Brasil e uma polêmica já destaca entra as que surgiram e que ainda surgirão: o fato da cidade de São Paulo poder não sediar a abertura da Copa do Mundo. Com o estádio do Morumbi sendo posto em xeque pelo “alto escalão” da Fifa, há ainda a possibilidade da construção de um novo estádio na cidade de São Paulo, capaz de atender a todos os caprichos da entidade máxima do futebol.

Não há como discordar que o estádio do Morumbi possui sérios problemas estruturais, além de problemas de acesso em seu entorno. Entretanto, não se pode negar também que o estádio do São Paulo Futebol Clube já existe, terá metrô ao lado e sua reforma não exigirá o uso de recursos público. A mera menção à construção de um imponente e custoso estádio na cidade de São Paulo é por si só alarmante. Contudo, há muitos conflitos políticos e interesses escusos por detrás da campanha de veto ao Morumbi. A verdade é que a cidade não precisa e tampouco comporta mais uma arena nos seus domínios.
Outro absurdo é cogitar, por motivos políticos, que a cidade de São Paulo não sedie a abertura de um evento desta envergadura. Razões não faltam para isso, se ainda é preciso explicitá-las: uma das maiores cidades do mundo, pólo econômico do país, melhor infra-estrutura turística. Além dos fatores ludopédicos: bairrismos a parte, o estado de São Paulo também é o maior estado brasileiro quando se trata de futebol, além de ter sido o portão de entrada para o esporte bretão no país. É risível imaginar Belo Horizonte, ou pior, Brasília, como palco de tal evento. Se o Rio de Janeiro não é questionado como palco da final, assim deveria ser tratando-se de São Paulo.
Você, caro leitor, já estoque seus pares de havaianas e várias unidades de brazilian typical candy paçoca para vender a visitantes gringos na porta do estádio para, quem sabe, recuperar um pouquinho do seu suado dinheirinho que será sugado por oportunistas até 2014.

Caio Hornstein