A melhor coisa que poderia ter acontecido para o Palmeiras era ter sido eliminado da Copa do Brasil, como acabou de ser pelo Atlético Goianiense. O Palmeiras não é um time, seus diretores estão perdidos, sua torcida está perdida e seu técnico ainda não é técnico. Ninguém, NINGUÉM tem a mínima noção do que fazer lá pelas bandas do Palestra Itália.

Pois essa eliminação pode ser essencial para uma tentativa mínima de fazer o segundo semestre ter algum valor para o alviverde. O Palmeiras caiu do lado mais fácil da Copa do Brasil, Flamengo – PI e Paysandu foram adversários muito fracos, o Atlético-PR mostrou que montou um time para não cair no Brasileirão em dois jogos chatíssimos de assistir; Não pense você, porém, que o Atlético Goianiense seja grande coisa, é tão fraco quanto seu xará paranaense. Provavelmente, se não fosse a pífia arbitragem de Sandro Meira Ricci, que expulsou Pierre após um primeiro cartão amarelo absolutamente ridículo, além de ter parado o jogo com faltas que só são marcadas no “país do futebol” (?), o Palmeiras teria se classificado com um 0 a 0 pífio, o que aparentava ser o grande desejo de seu pseudotreinador. Estar fora da Copa do Brasil pode significar recomeçar do zero a temporada e corrigir os erros do início do ano. Para isso, a diretoria precisa começar a tomar uma postura rígida sobre determinados assuntos; Belluzo, Cipullo, Orlandi e todos os outros pareceram não saber o que dizer tanto no “caso Danilo” quanto no “caso Diego Souza”. É hora de decidir se o clube está mais interessado em saldar suas dívidas ou em ir ás compras por conta própria ou implorar ajuda à parceira ou se utilizará as promessas que surgiram na campanha da equipe na última Copa São Paulo; principalmente, é a hora de estabelecer se Antonio Carlos será o o comandante da equipe pelo resto da temporada.

Eu sou completamente a favor que um treinador tenha um tempo decente de trabalho, uma temporada pelo menos, para que daí tenha seu trabalho devidamente avaliado. Mas Zago não se encaixa neste caso pois sua contratação foi algo completamente inexplicável; o que estou querendo dizer é: sou a favor da demissão de um treinador com pouco tempo de trabalho desde que quem o contratou perceba ter cometido um erro terrível. Ao Palmeiras abre-se uma grande porta com uma grande chance: se redimir de uma decisão precipitada, pra não dizer provinciana: contratar o técnico de um time pequeno 2 dias depois de ser goleado por este. É sempre bom lembrar, aliás, o discurso de Antonio Carlos Zago ao chegar no Palmeiras, dizendo que não jogava com 3 volantes como seu antecessor e que ia implantar o 4-4-2. Pois bem, o Palmeiras entrou no Serra Dourada hoje no 3-6-1; a equipe não tem um padrão de jogo e Zago teve várias semanas pra trabalhar desde que o time foi eliminado do Paulistão.

Se o Palmeiras passasse pela equipe de Goiânia iria enfrentar o Vitória, que poderia ser normalmente batido; o problema é que as finais da Copa do Brasil só ocorrem após a Copa do Mundo, ou seja, o Alviverde ficaria treinando durante um mês para tais jogos decisivos e jogaria fora seus primeiros jogos no Brasileirão. Você deve estar se perguntando o que tem de ruim em chegar a final de uma competição que dá vaga na Libertadores, poderia ser a salvação da equipe na temporada! Mas e depois? Vaga no torneio continental e briga pra não cair no campeonato nacional? O que está se apresentando agora ao Palmeiras são aquelas pequenas brechas que o calendário brasileiro permite durante a temporada, principalmente em ano de Copa: tempo para arrumar a casa, reformular o elenco e trabalhar durante um mês para o resto do Brasileirão.

São poucos os times que tem a oportunidade de refazer suas escolhas antes que algo muito trágico (o rebaixamento) bata à porta. O problema da equipe palestrina é que tais ecolhas passam por uma torcida desesperada, corneteira e em alguns casos, interesseira, uma diretoria perdida e rachada, um técnico inexperiente e jogadores assustados.

Avanti Palestra?

Rodrigo Giordano

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