A Holanda novamente mostrou um futebol pragmático em duelo contra a Eslováquia em nenhum momento viu sua vaga às quartas de final ser ameaçada. Os talentos de Sneijder e Robben resolveram para a Oranje, que deverá usar e abusar da deficiência defensiva de Michel Bastos mas que também sofrerá com os avanços de Maicon e Daniel Alves sobre Van Bronckhorst.

O Chile jogou como sempre e perdeu como sempre. O jogo seguia equilibrado até o gol de Juan, após o qual os chilenos saíram desesperados para o ataque oferecendo ao Brasil aquilo que ele mais gosta: espaço para contra-atacar. O maior problema do time de Bielsa não é que ataca com gente de mais mas sim que erra muito o último passe e acaba finalizando mal. Esse é o fator principal que “El Loco” tem que corrigir na seleção chilena se não quiser continuar a tomar goleadas do Brasil. As seleções brasileira e alemã mostraram até agora que não toleram os erros de seus adversários; Holanda e Argentina possuem defesas fracas, o que me faz acreditar que teremos um repeteco da final de 2002.

craque de propaganda?

Após o jogo Portugal x Brasil, elogiei a forma como Carlos Queiroz armou sua equipe, se preocupando em não sofrer gols no início do jogo e marcando o Brasil em cima. Contra a Espanha, o técnico português fez o contrário, “deu” a jabulani aos espanhóis esperando roubá-la para entrega-la de qualquer maneira a Cristiano Ronaldo. A Fúria fez sua melhor partida até agora respondendo aos críticos que diziam que o time tocava de mais a bola; ontem, tocaram muito e finalizaram tanto quanto, só parando na excelente atuação do guarda-redes Eduardo. Mesmo perdendo Queiroz não abriu mão de seu esquema com 3 volantes, deixando o passe da equipe com uma qualidade inferior (tinha Deco no banco) e toda a responsabilidade nas costas de Ronaldo, que, aliás, ficou muito abaixo do que o comercial da Nike mostrou.

Japão x Paraguai mostrou o momento mais triste da Copa até agora, não em razão do fraco desempenho de ambas seleções mas sim pela despedida de Marcos Túlio Tanaka do mundial. No primeiro tempo, os paraguaios mantiveram a posse de bola mas não sabiam o que fazer com ela, Roque Santa Cruz jogava aberto pela direita e vinha buscar a bola no meio de campo, erro crasso que Gerardo Martino só foi corrigir no meio da segunda etapa. Os japoneses apostavam na velocidade de Endo, Matsui e Okubo mas o trio gerou poucas jogadas de perigo. A entrada de Okazaki na segunda etapa melhorou bastante o time nipônico que teve mais chances de abrir o placar que os sul-americanos. Veio a prorrogação e só os Albirojos buscaram o gol, a disputa de pênaltis fez justiça a tal ousadia.

O futebol bailarino do mito

Além de Tanaka (nem preciso dizer que Barrios foi nulo na partida), o atacante Honda também fará muita falta, era impressionante como sempre que ele tocava na bola o Japão produzia uma jogada de perigo. Honda, o Midas do futebol.

Seleção dos dias: Eduardo; Sérgio Ramos, Lúcio, Juan e Nagatomo; Vera, Ramires, Xavi e Sneijder; Robben e Villa.

Pitacos: Sou a favor do uso de tecnologia no futebol para ajudar os árbitros na resolução de lances polêmicos, porém, as jogadas que retomaram o assunto nesses dias (o gol da Argentina e o “não-gol” da Inglaterra) não fazem jus à discussão sobre tecnologia, já que foram erros perceptíveis a olho nu. Bastava que a FIFA colocasse um árbitro atrás de cada gol, assim como fez a UEFA na Liga Europa, e estes obviamente veriam que Tevez estava impedido e que a bola de Lampard entrou.

Olha o pessoal sendo injusto de novo com o bom sujeito Bruno, goleiro do Flamengo; afinal, quem é que nunca matou a ex-mulher e depois escondeu o corpo?

Rodrigo Giordano

Linha do gol, segundo trio de arbitragem uruguaio

Linha do gol, segundo trio de arbitragem uruguaio

Aqueles que esperavam um jogo enfadonho e escasso em gols entre Alemanha e Inglaterra se surpreenderam positivamente.  A Alemanha mostrou sua superioridade em relação à burocrática seleção inglesa desde o princípio do jogo. Aos 20 minutos Klose marcou seu décimo segundo gol em copas em uma típica jogada de artilheiro – sim, o popular jogo disputado em quadras e campinhos do Brasil, em que o goleiro passa a bola para diretamente o atacante, que só pode tocar uma vez na bola para empurrá-la ao gol-, ao aproveitar o chutão lançamento do goleiro Neuer e a falha grotesca dos zagueiros britânicos. Doze minutos depois, foi a vez de Podolski , que aproveitou a assistência de Muller e concluiu por debaixo das pernas do arqueiro James. Dois gols de poloneses, passando pelo corredor que era a defesa inglesa. Cheiro de goleada no ar? O zagueiro Upson não concordava e, aos 37 minutos, descontou para o english team, cabeceando para o fundo das redes germânicas após cruzamento de Gerrard, referendando o a melhora de sua equpe da partida. Logo em seguida Lampard desferiu um foguete contra a baliza de Nuer; a bola bateu no travessão e entrou no gol. Os torcedores ingleses enlouquecem. Surpreendente empate britânico? O trio de arbitragem uruguaio não permitiu, não validando o tento óbvio e claro. Muitos dizem que a tecnologia e qualidade das transmissões de televisão passaram a deixar claros erros de arbitragem que antes passavam despercebidos. Certo, mas esse não era o caso. Se  assistisse ao jogo transmitido pela TV Tupi, no meu saudoso aparelho televisor Telefunken preto-e-branco, teria visto que a bola tinha entrado. Erro absurdo, determinante no prosseguimento da partida.  No segundo tempo os ingleses tiveram que correr atrás do resultado, embora sem criatividade, propiciando contra-ataques que foram brilhantemente aproveitados pelos bávaros. Muller estufou as redes duas vezes , em jogadas armadas por Schweinsteiger(santo Google e o seu “você quis dizer…) e Ozil. 4×1 justos, apesar da injustiça da arbitragem.

No segundo jogo do dia, dois países hispanohablantes se enfrenteram. De um lado a poderosa Argentina, bi-campeã do mundo; do outro o México, campeão de porra nenhuma. Surpreendentemente os mexicanos começaram o jogo melhor, oferecendo perigo ao gol Argentino, sobretudo em chutes de fora de área. A qualidade ofensiva sul-americanos parava na eficiente marcação norte-americana. Aos 25 minutos, no entanto, Tevez empurrou para o gol, após passe de Messi. A atenção, infelizmente, não se voltou para o gol de Carlitos: outra falha bizonha de arbitragem, que validou o gol argentino em lance em que o atacante estava à frente de todos os jogadores adversários, inclusive o goleiro. O impedimento foi exibido por engano nos telões do estádio, o que aumentou a revolta dos jogadores mexicanos. O trio de arbitragem, ciente do erro que havia cometido, sustentou sua posição inicial, em uma atitude conservadora e hipócrita. O gol ilegal sofrido desequilibrou a equipe do país do Seu Madruga. Ótimo para os argentinos. Aos 33 minutos, o zagueiro mexicano Ozório deu passe açucarado para Higuaín, que ainda driblou o zagueiro Pérez e mandou para o gol.  Aos 8 minutos da segunda etapa, Tévez aceitou um chutaço de fora de área, sem chances para o baixinho arqueiro Pérez. Golaço que deixava a fatura liquidada. Nuestro hermanos tinham a possibilidade de golear a perdida e irritada seleção mexicana, mas se acomodaram e  ficaram assistindo o adversário trocando passes e crescer no jogo. Aos 26 minutos os mexicanos fizeram seu gol de honra, em belo gol de Hernandez. A reação parou por aí. 3×1 Argentina e o México, para variar, eliminado nas oitavas de final.

Alemanha e Argentina farão um dos jogos das quartas-de-final , jogo para o qual o blogueiro que vos fala prefere não arriscar palpite.

Seleção do dia: Sérgio Romero, Lahm, Friedrich , De Michellis, Boateng, Mascherano, Schweinsteiger , Podolski, Ozil ,Muller, Tevez.

Pitacos: Sei que é chato discutir o assunto. Mas não chegou a hora de se levar a sério as possibilidades de modernização da arbitragem no futebol? Os mais passionais podem vir com o velho pensamento de que são esses erros que dão graça a esse esporte. Bobagem. O futebol, pela própria  dimensão do campo e precisão que a regra do impedimento exige, demanda uma arbitragem complexa. Não é nenhum absurdo passar a estudar com seriedade propostas que venham a minimizar esses erros, pouco comuns em outros esportes coletivos. O uso de um chip na bola, ou mesmo a existência de árbitros atrás da baliza, e a possibilidade de consulta a imagens televisivas em lances capitais do jogo que envolvam gols em posição duvidosa, resultariam na constatação de que eu não teria nada para falar na seção “pitacos de hoje.

Caio Hornstein

Dois jogos difícieis de serem analisados pela mesma razão: gols no começo dos jogos, o que faz com que as equipes acabem mudando suas estratégias de jogo. A Coreia cresceu no segundo tempo mas pecou na finalização, problema que o Uruguai passa longe de ter graças ao ótimo Luis Suárez, o jogador que mais fez gols nesta temporada (35), jogando pelo Ajax.

O adversário dos sulamericanos será o único africano que sobrou. Gana fez seu melhor jogo até agora no torneio, complicou a saída de bola dos amerciano e aproveitou as falhas da defesa dos yankees. Os Estados Unidos até tentaram mas pararam nas mãos do bom goleiro Kingson; Altidore perdeu muitos gols. Os americanos não têm mais a força defensiva que antes possuíam, saíram atrás em 3 dos seus 4 jogos na Copa. Pelo menos, nos presentearam com os jogos mais emocionantes do certame até agora.

Os ganenses farão jogo muito duro contra os sulamericanos, que necessitarão mais do que nunca que Forlán e Suárez estejam com seus pés calibrados para aproveitar as próvaveis poucas chances que os africanos oferecerão.

Seleção do dia: Kingson; Maxi Pereira, Mensah, Lugano, Yong -Pyo; Kevin Prince Boateng, Dempsey, Chung Yong, Ayew; Suárez e Gyan.

Pitacos: O Evra não ia botar a boca no trombone e explicar os mendros da patética participação da França na Copa?? Deu pra trás né Evra…

A Folha trouxe hoje a informação de que Verón funciona meio como um conselheiro de Maradona; e como o jogador do Estudiantes não se dá com Cambiasso, o jogador da Inter ficou de fora da Copa. Que moral!

Será que a Inglaterra estreia amanhã?

Carlos Queiroz foi, até agora, o técnico que melhor entendeu o jogo do Brasil. Ao contrário do que ouço de muitos jornalistas, o Brasil não é um time de contra-ataque; a confusão é causada porque a equipe brasileira é muito efetiva quando contra-ataca, fazendo muitos gols dessa forma, o que está longe de querer dizer que baseia seu jogo em tal tática. O Brasil é um time de posse de bola, sempre fica com ela muito mais tempo que seu advsersário. Queiroz percebeu isso. Entendeu a importância de não tomar um gol antes dos 15 minutos, se isso acontecesse teria que dar o contra-ataque que o Brasil tanto queria. Aos poucos os patrícios foram se impondo e comandaram o segundo tempo, faltou pontaria para chegar ao gol, porém. Dunga demorou muito pra mexer e demonstrou não saber o que fazer para resolver o problema da lateral-esquerda, onde Michel Bastos ficou isolado sem ter com quem jogar; com Daniel Alves em campo o time fica ainda mais “desequilibrado”. Ao Brasil resta se preparar para pegar os fregueses chilenos, que tem um ótimo ataque e uma fraca defesa; penso que a única maneira do Chile sair vencendor deste jogo é marcando forte a saída de bola dos brasileiros e colocar alguém para acompanhar Maicon. Aos portugueses restou o duelo ibérico; o time da Espanha, assim como o do Brasil, é um time de posse de bola. Queiroz sabe o que fazer.

A Costa do Marfim meteu 3 nos norte-coreanos, resultado que já era esperado. Pelo menos para mim que coloquei isso no bolão.

Os chilenos foram pra cima dos espanhois e se arrisacaram a perder a vaga. A Suiça, no entanto, perdeu a chance de calar seus críticos e não conseguiu fazer um mísero gol em Honduras. O time suiço ia ser um perigo no mata-mata, tentando levar todos os jogos para ser decididos nas penalidades.

Seleção do dia: Eduardo; Maicon, Lúcio, Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão; Inler, Xavi, Iniesta, Barnetta e Millar; Villa.

Pitacos: Numa dividida entre Pepe e Felipe Melo espero que os dois quebrem a perna.

Vai começar a chatice de falarem que vão torcer por Gana em razão de  ser o único time africano que restou na Copa. É um time muito fraco, fez 2 gols até agora no torneio. Ambos de pênalti! Estou com os yankees nessa.

Marcelo Bielsa é o grande ídolo deste blogueiro nesta copa, jogava pelo empate mas preferiu ir pra cima dos espanhois. Tomara que chegue um momento em que os que fazem o contrário sejam considerados loucos.

Rodrigo Giordano

Complicado esse negócio de assistir dois jogos ao mesmo tempo. Dei prioridade para Itália x Eslováquia por razões óbvias e depois, para Japão x Dinamarca, também por razões óbvias.

Os eslovacos pareciam os tetracampeões do mundo em campo, sem desespero, jogaram a responsabilidade para a Azurra e mantiveram a posse de bola. A Itália achou que ganharia o jogo com a camisa; era impressionante, as jogadas feitas pelos italianos pareciam não treinadas, quando Iaquinta pegava na bola dava desespero. O único jeito de ver um italiano feliz no Ellis Park era quando ele aparecia no telão do estádio que fica no Burgo da Joana. Fábio Quagliarela, que devia ter recebido uma chance desde o primeiro jogo dada a óbvia incompetência dos titulares Iaquinta e Gilardino, entrou e deu conta do recado, fez a jogada do primeiro gol e ainda fez o gol mais bonito da Copa.

O caso é que só se surpreendeu com a eliminação da Azurra quem não entende de futebol ou não acompanha o Calcio; a convocação de Marcelo Lippi foi ridícula, ele confiou em vários jogadores que tiveram uma péssima temporada e ainda deixou de fora grandes destaques como Cassano, Totti e Micolli, que com certeza dariam a critividade que claramente faltou à equipe no torneio. E a não convocação de Boriello então? O centroavante foi artilheiro do Milan na temporada e Lippi preferiu chamar Iaquinta que nem titular absoluto da pífia Juventus era. Essa eliminação precoce só prova que o time de 2006 deu certo por juntar vários jogadores que estavam no auge de suas carreiras; após a Copa, a maioria fracassou em seus clubes: Cannavaro, Zambrotta, Grosso, Toni, Iaquinta… a lista é grande. Lippi preferiu apostar nesses jogadores e conseguiu em 4 anos, descender sua reputação de campeão do mundo para técnico-que-foi-eliminado-na-primeira-fase-e-ficou-atrás-da-Nova Zelândia.

Japão x Dinamarca foi um jogo assaz interessante, os europeus tentavam

O craque japonês

chegar ao ataque tocando a bola mas logo eram desarmados pela ótima defesa nipônica e tinham que correr atrás do rápido ataque japônes. Resultado: duas faltas próximas da área e dois gols. Os dinamarqueses conseguiram descontar no rebote de um pênalti mal batido pelo interminável Tomasson, mas Honda fez uma das jogadas mais bonitas da Copa e deu o terceiro gol de presente para Okazaki. Honda, aliás, é bem melhor do que o superestimado Nakata e do que o bom Nakamura, ou seja, é o melhor jogador japonês que eu já vi jogar.

No outro jogo, os holandeses não fizeram mias do que sua obrigação e venceram os medíocres camaroneses. O técnico Bert Van Marwijk logo tirou Van Persie e só colocou Robben no final; deve ter ficado com medo que um batesse a canelinha de vidro na do outro e se machucassem pela 238957623 vez.

Ah esqueci de falar sobre Paraguai x Nova Zelândia: todas as vezes que eu coloquei no jogo não estava acontecendo nada.

Seleção do dia: Kawashima; Geremi, Tanaka, Skrtel, Zabavnik; Poulsen, Endo, Hamsik e Honda; Quagliarella e Vittek.

Pitacos: Van Persie, Eto’o e Bendtner, o que esses atacantes têm em comum? Estão todos no bolso do mito Tanaka. Se cuida, Barrios!

Uma coisa ficou clara nessa Copa, montar uma seleção cheia de coadjuvantes de grandes times da Europa não quer dizer garantia de sucesso, que o digam Camarões, Sérvia e Costa do Marfim. Mais do que nunca, o importante é montar um grupo durante os 4 anos de eliminatórias devido ao pouco tempo de treinamento. Não adianta juntar um bando de jogadores só porque jogam na Europa e esperar que decidam. Convenhamos, isso é uma coisa que Dunga resolveu muito bem.

Se o reserva do Elano é o Daniel Alves, por que raios o Kléberson foi convocado? O Dunga podia ter chamado qualquer merda queridinho dele, mas pra que um volante pra ser reserva do reserva? Convenhamos, essa é uma das milhares de coisas que ele não resolveu bem.

Rodrigo Giordano

Os jogos melhoraram, e muito. Na definição do grupo C hoje pudemos ver uma Inglaterra também melhor, mas ainda aquém. Fez o suficiente para ganhar da Eslovênia por 1 x 0 e ainda correu riscos de tomar o empate, que eliminaria o english team. O outro jogo do grupo trazia dois times com chances de classificação. Os surpreendentes argelinos não conseguiram segurar os incansáveis americanos. Mais um 1 x 0 com gol de Donovan aos 45 do segundo tempo. Incrível, emocionante, mercido. Estados Unidos classificados em primeiro lugar, Inglaterra em segundo.

US and He

À tarde, dois jogos que davam gosto de ver, pena que realizados ao mesmo tempo. A Alemanha, precisando vencer, disputou um jogo aberto com Gana, que só não se classificaria caso a Sérvia ganhasse. O jogo nervoso foi decidido com golaço de Özil (será que agora vai?). A Sérvia necessitava de uma vitória simples contra a Austrália para garantir a vaga, mas tropeçou. Outro jogo aberto com chances de ambos os lados. Os esforçados australianos abriram 2 x 0 no placar. A Sérvia diminuiu e foi para o sufoco até que o juiz encerrasse a partida. Alemanha classificou-se em primeiro lugar, Gana em segundo pelo saldo de gols (os australianos pagaram pelos 4 x 0 sofridos). Dia agradabilíssimo, só bons jogos, e começa a ficar pronto o chaveameto da fase final. A Alemanha enfrenta a Inglaterra, o que nos dá a esperança de um bom jogo. Os Estados Unidos pegam Gana com um ligeiro favoritismo. Enfim triunfa o bom futebol (o que a necessidade de ganhar não faz). Que venham as oitavas de final.

Seleção do dia: Handanovic; Lahm, John Mensah, Terry, Sarpei; Bradley, Boateng (Gana), Özil, Donovan; Cahill, Defoe.

Pitacos:

“Da mesma forma que eu respeito o Juca Kfouri como ateu, eu gostaria que ele me repeitasse como Jesus Cristo”. Se eu soubesse que o 10 do Brasil era o filho do homem, tinha apostado na seleção desde antes da Copa.

Felipe Blumen

Uruguai, México e Argentina estão na segunda fase; Chile, Paraguai e Brasil têm grandes chances de se juntarem a eles. Símon Bolívar estaria orgulhoso.

A necessidade de vencer faz com que a bons jogos deem as caras na Copa, foi assim com Uruguai x México e África do Sul x França. Para quem achava que uruguaios e mexicanos fariam um jogo de compadres, se surepreendeu; a peleja foi movimentada desde o primeiro minuto. Já os africanos fizeram uma bela apresentação frente à patética França.

A Grécia precisava ganhar o jogo e se apresentou da maneira mais fechada possível para enfrentar o mistão argentino. A tática de Otto Reinhagel “funcionou” durante o primeiro tempo já que a Coreia do Sul perdia para a Nigéria. Mas na segunda etapa a marcação grega não conseguiu mais segurar os comandados de Maradona, Demichellis e Palermo concluíram para as redes; os coreanos reagiram e empataram com os africanos.

Seleção do dia: Perez; Maxi Pereira, Khumalo, Lugano e Clemente Rodríguez; Khuboni, Verón, Tshabalala e Park;  Suarez e Mphela.

Pitacos: Cala a boca, Kaká

Rodrigo Giordano