Dia 2: Messi e o Aquecimento

12/06/2010

O mundial está esquentando. As três partidas deste sábado foram sem dúvida melhores do que as de sexta (e como poderiam não ser?), fato animador para quem espera ver bom futebol nesta Copa. Embora a expectativa deste blogueiro não seja a de um grande mundial, podemos acreditar que o demonstrado até agora foi apenas um esboço.

Como a ordem dos jogos na tabela obviamente não é a mesma da televisão, o primeiro jogo do dia foi entre Coreia do Sul e Grécia. Grata surpresa, exceto para comentaristas e gregos. À estes porque a seleção helênica perdeu por 2 x 0, àqueles pois em campo havia um batalhão de nomes impronunciáveis. A equipe grega, com mais remanescentes da campanha pífia da euro-2008 do que do título da euro-2004, mostrou-se fraca e nervosa. Jogadores experientes como Karagounis e Charisteas nada fizeram e um esforçado Salpingidis não foi suficiente para mudar o jogo. Os sul-coreanos jogam simples, deixam o adversário com a bola e apostam na bola parada e nos contra-ataques, assim saíram os dois gols, o segundo dos pés do dono do time, Park Ji-Sung, jogador do Manchester United.

Ainda pelo grupo B a Argentina derrotou a Nigéria por 1 x 0. Momentos de equilíbrio se alternaram com momentos de domínio argentino. Heinze fez o único gol da partida logo aos seis minutos. A Nigéria respondia com Obasi, mas logo vinha o ataque argentino com Tevez, Higuain e Messi. O jogo ficou nisso, algumas chances para os nigerianos com Odemwingie e Taiwo e muitas chances para os argentinos com, sempre ele, Messi. O camisa 10 hermano deu uma amostra do que pode fazer nessa Copa e só não foi o nome do jogo pois sempre parava em Enyeama, arqueiro das super águias, em noite brilhante. Sob os comandos de um elegante mini Pavarotti Maradona a seleção favorita ao título confirmou a potência criativa e a fragilidade defensiva. Veron em campo é maestro, mas não aguenta os 90 minutos. Mascherano, sempre sobrecarregado,  tem que cobrir as falhas de Jonas Gutierrez. Realmente, só Maradona não consegue ver Cambiasso e Zanetti nesse time.

O perigo de atentado terrorista preocupou a todos no jogo entre Inglaterra x EUA, válido pelo grupo C. Mas o mais perto que chegamos disso foi a escolha de Carlos Eugênio Simon para apitar o jogo. Os ingleses, que pela primeira vez vão a um mundial com um técnico, deram a impressão de vitória fácil ao abrir o placar com Gerrard logo aos 4 minutos. Ledo engano. Apesar da brilhante campanha nas eliminatórias o time de Capello jogou com a maldição de não encaixar Lampard e Gerrard em um meio campo. O camisa 8 do Chelsea e da seleção não apareceu para o jogo. A formação de quatro homens em linha (Wright-Phillips, Lampard, Gerrard, Lennon) não funciona se os dois homens centrais não definirem suas funções como volantes-armadores. A situação se agrava mais quando Wayne Rooney, o craque do time, não brilha. Mas os norte-americanos, que não se importam com Capello e os problemas da antiga metrópole, fizeram seu jogo de muita dedicação e esperanças em seus jogadores mais competentes: Dempsey empatou o jogo em chute despretencioso de fora da área, FRANGAÇO do goleiro Green, ainda no primeiro tempo; Donovan, dentro de suas limitações, chama o jogo para si e se destaca pelo esforço; O zagueiro Onyewu foi muito seguro durante toda a partida; Altidore ainda teve a chance da virada no segundo tempo, a bola bateu na trave após espalmada para trás de Green. O empate foi comemorado pelos americanos e lamentado pelos ingleses, mas em noite que eram esperados ataques de grupos terroristas (nosso enviado à Africa do Sul Caio Hornstein foi revistado 5 vezes antes de entrar no estádio, com uma hora de atraso) fica a lembrança de um jogo agradável. Aproveitando esse assunto para finalizar, ponho aqui um vídeo que, imagino, traduza um pouco esse sentimento.

Seleção do dia: Enyeama; Cha Du Ri, Oniewu, Lee Jung-Soo, Heinze; Veron, Gerrard, Park, Messi; Tevez, Altidore.

Pitacos:

Não há quem aguente um replay em super câmera lenta a cada minuto. Bocejos, reclamações, ajeitadas de meia, catarradas. Realmente, um “show de transmissão.”

Didier Drogba recupera um braço quebrado em uma semana. Fisioterapeuta? Eu quero é um curandeiro marfinense.

Felipe Blumen

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