Dia 17: God save the team

28/06/2010

Linha do gol, segundo trio de arbitragem uruguaio

Linha do gol, segundo trio de arbitragem uruguaio

Aqueles que esperavam um jogo enfadonho e escasso em gols entre Alemanha e Inglaterra se surpreenderam positivamente.  A Alemanha mostrou sua superioridade em relação à burocrática seleção inglesa desde o princípio do jogo. Aos 20 minutos Klose marcou seu décimo segundo gol em copas em uma típica jogada de artilheiro – sim, o popular jogo disputado em quadras e campinhos do Brasil, em que o goleiro passa a bola para diretamente o atacante, que só pode tocar uma vez na bola para empurrá-la ao gol-, ao aproveitar o chutão lançamento do goleiro Neuer e a falha grotesca dos zagueiros britânicos. Doze minutos depois, foi a vez de Podolski , que aproveitou a assistência de Muller e concluiu por debaixo das pernas do arqueiro James. Dois gols de poloneses, passando pelo corredor que era a defesa inglesa. Cheiro de goleada no ar? O zagueiro Upson não concordava e, aos 37 minutos, descontou para o english team, cabeceando para o fundo das redes germânicas após cruzamento de Gerrard, referendando o a melhora de sua equpe da partida. Logo em seguida Lampard desferiu um foguete contra a baliza de Nuer; a bola bateu no travessão e entrou no gol. Os torcedores ingleses enlouquecem. Surpreendente empate britânico? O trio de arbitragem uruguaio não permitiu, não validando o tento óbvio e claro. Muitos dizem que a tecnologia e qualidade das transmissões de televisão passaram a deixar claros erros de arbitragem que antes passavam despercebidos. Certo, mas esse não era o caso. Se  assistisse ao jogo transmitido pela TV Tupi, no meu saudoso aparelho televisor Telefunken preto-e-branco, teria visto que a bola tinha entrado. Erro absurdo, determinante no prosseguimento da partida.  No segundo tempo os ingleses tiveram que correr atrás do resultado, embora sem criatividade, propiciando contra-ataques que foram brilhantemente aproveitados pelos bávaros. Muller estufou as redes duas vezes , em jogadas armadas por Schweinsteiger(santo Google e o seu “você quis dizer…) e Ozil. 4×1 justos, apesar da injustiça da arbitragem.

No segundo jogo do dia, dois países hispanohablantes se enfrenteram. De um lado a poderosa Argentina, bi-campeã do mundo; do outro o México, campeão de porra nenhuma. Surpreendentemente os mexicanos começaram o jogo melhor, oferecendo perigo ao gol Argentino, sobretudo em chutes de fora de área. A qualidade ofensiva sul-americanos parava na eficiente marcação norte-americana. Aos 25 minutos, no entanto, Tevez empurrou para o gol, após passe de Messi. A atenção, infelizmente, não se voltou para o gol de Carlitos: outra falha bizonha de arbitragem, que validou o gol argentino em lance em que o atacante estava à frente de todos os jogadores adversários, inclusive o goleiro. O impedimento foi exibido por engano nos telões do estádio, o que aumentou a revolta dos jogadores mexicanos. O trio de arbitragem, ciente do erro que havia cometido, sustentou sua posição inicial, em uma atitude conservadora e hipócrita. O gol ilegal sofrido desequilibrou a equipe do país do Seu Madruga. Ótimo para os argentinos. Aos 33 minutos, o zagueiro mexicano Ozório deu passe açucarado para Higuaín, que ainda driblou o zagueiro Pérez e mandou para o gol.  Aos 8 minutos da segunda etapa, Tévez aceitou um chutaço de fora de área, sem chances para o baixinho arqueiro Pérez. Golaço que deixava a fatura liquidada. Nuestro hermanos tinham a possibilidade de golear a perdida e irritada seleção mexicana, mas se acomodaram e  ficaram assistindo o adversário trocando passes e crescer no jogo. Aos 26 minutos os mexicanos fizeram seu gol de honra, em belo gol de Hernandez. A reação parou por aí. 3×1 Argentina e o México, para variar, eliminado nas oitavas de final.

Alemanha e Argentina farão um dos jogos das quartas-de-final , jogo para o qual o blogueiro que vos fala prefere não arriscar palpite.

Seleção do dia: Sérgio Romero, Lahm, Friedrich , De Michellis, Boateng, Mascherano, Schweinsteiger , Podolski, Ozil ,Muller, Tevez.

Pitacos: Sei que é chato discutir o assunto. Mas não chegou a hora de se levar a sério as possibilidades de modernização da arbitragem no futebol? Os mais passionais podem vir com o velho pensamento de que são esses erros que dão graça a esse esporte. Bobagem. O futebol, pela própria  dimensão do campo e precisão que a regra do impedimento exige, demanda uma arbitragem complexa. Não é nenhum absurdo passar a estudar com seriedade propostas que venham a minimizar esses erros, pouco comuns em outros esportes coletivos. O uso de um chip na bola, ou mesmo a existência de árbitros atrás da baliza, e a possibilidade de consulta a imagens televisivas em lances capitais do jogo que envolvam gols em posição duvidosa, resultariam na constatação de que eu não teria nada para falar na seção “pitacos de hoje.

Caio Hornstein

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