Entre bolas sobrenaturais, “cold-feet-lead-singers”, campanhas pró-silêncio de certos narradores, cefalópodes adivinhadores e uma menina paraguaia que trata seu celular como um filho, a Espanha se sagrou campeã numa Copa que chamou mais atenção por fatores exteriores do que do jogo propriamente dito. Injustiça talvez. Não acho que tenha sido uma Copa medíocre, mas entendo os que pensam assim. Pouco antes do torneio mais importante do mundo começar, somos bombardeados por lembranças do passado e por lances que marcaram várias gerações, parece que todos os jogos das Copas antes dos anos 90 foram sensacionais. Não é bem assim. É claro que os jogos da primeira rodada serviram para exacerbar essa visão, porém já na segunda rodada começamos a ter bons jogos, o que pra mim prova que as seleções da Copa seguem as tendências dos clubes, não assistimos a nenhuma grande novidade tática ou técnica, assim, o certame só melhorou a partir do momento que as equipes passaram a jogar mais livremente, abrindo mão (em partes) da rigidez tática que se vê em todos os campeonatos do mundo. Destarte, se queremos aproveitar mais a Copa, devemos entender qual o estilo de jogo do futebol atual e nos livrar da nostalgia das Copas anteriores, além de exercitar melhor nossa memória: o torneio que vimos na África foi melhor do que na Alemanha e na Coreia/Japão.

Findada a Copa, grande parte da imprensa tratou de analisar a arbitragem do torneio e chegar à conclusão de que esta foi desastrosa. Discordo. Não se pode esquecer de tirar lições de erros crassos que ocorreram na competição, tendo como maior imagem o gol não validado dos ingleses em partida contra os alemães. A expectativa é de que equívocos como esses possam despertar a inerte e conservadora FIFA para que esta tome atitudes, adotando medidas simples e pouco dispendiosas, como a implantação de árbitros auxiliares atrás dos gols. O spray para assinalar o local de cobrança de faltas e o posicionamento da barreira, com o qual nós brasileiros já nos habituamos há muito tempo, também é outra implementação singela que pode evitar reclamações, sem haver o uso de chips e tecnologias cibernéticas. Apesar de algumas falhas graves, decisivas no resultado de alguns jogos, sustento a opinião de que houve uma boa arbitragem na Copa da África. Na maior parte das partidas, os profissionais de arbitragem cumpriram seu papel, deixando o jogo fluir e ignorando a encenação dos profissionais de bola.  Prova maior disso é que o duramente, e justamente, criticado canalha Carlos Eugenio Simon desempenhou um bom papel.

Copa do Mundo África do Sul 2010: show de transmissão. Ou não. É impossível nao perceber o exagero com o qual a imprensa esportiva tratou o mundial do continente africano. O Brasil foi simplesmente o país com o maior número de representantes na África, fato comprovado pelas incessantes horas destinadas ao certame nos diversos canais da tv aberta e paga. Desde a ufanista Rede Globo até a “alternativa” ESPN Brasil, todos rechearam seus estúdios no IBC com muitas pessoas falando poucas coisas. Ou seja, apesar do grande número de comentaristas, a qualidade dos comentários sempre deixava a desejar. O motivo de tal exacerbação? Talvez as grandes corporações tenham em mente os mais de 190 milhões de telespectadores que assistirão ao mundial de 2014 pensando qual emissora foi bem na Copa de 2010. Infelizmente essas pessoas se lembrarão dos 100 repórteres que estavam falando asneiras in loco e não dos 5 que, do Brasil, observaram perfeitamente os meandros da Copa.

Seleção da Copa: Casillas; Lahm, Tanaka, Mertesacker e Fábio Coentrão; Schweinsteiger, Xavi, Sneijder e Forlán; Villa e Müller. Técnico: Óscar Tabárez

Seleção dos indesejáveis: Green; Otamendi, Demichellis, Cannavaro, Heinze; Felipe Melo, Pepe, Govou, Camoranesi; Iaquinta e Tomasson. Técnico: Preciso falar?

Pitacos: Chega de frescura. Vamos ao campeonato que realmente interessa: a Série B voltou.

Equipe Entretraves

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Acabou. Espanha campeã. Fim do post.

Not.

Há o que se pensar sobre esta final de Copa do mundo entre Holanda e Espanha. Foi dito anteriormente neste blog que a seleção espanhola não era lá grande coisa e que não devíamos nos deixar levar pela empolgação da mídia esportiva. É aí que você se pergunta: “Mas então, espertões, por que que a Espanha foi campeã?”

Pois bem.

A Holanda – que não tem um time ruim, mas joga como se tivesse – deixou claro como jogaria a final. Com marcação forte e tentando aproveitar os erros dos espanhóis. Não deu certo, ou melhor, a marcação forte deu muito certo, mas os laranjas não souberam aproveitar os erros adversários. Robben perdeu duas chances claras de gol, não fizeram, agora teriam que se segurar. Mas segurar o empate é difícil quando se enfrenta um time com Xavi, Iniesta e Fabregas. Ainda mais quando o recurso adotado, de parar o jogo com faltas, o deixa com um jogador a menos e três meias de criação sendo obrigados a marcar. Uma bola entrou no gol de Stekelenburg, o gol do título, no segundo tempo da prorrogação. Os laranjas mais uma vez voltam para casa com o vice e com a dúvida. O Futebol Total de Rinus Michels não funcionou, o “anti-Futebol Total” – expressão de PVC, comentarista da ESPN Brasil – de Van Marwick também não. E agora, o que é o certo? Eu tenho um sonho: ver uma Holanda em 2014 jogando bonito e atingindo resultados.

Essa poderia ter sido a bola do jogo

É a Copa com a segunda pior média de gols de todas, superando apenas o mundial de 1990, o qual eu não vi, mas nunca ouvi falar bem. Assemelha-se ao mundial de 1994, o qual me lebro de pouco, mas quem se lembra de muito, não tem boas recordações.Exceto pelo primeiro tempo do jogo contra a Alemanha e pelo segundo tempo dessa final, a Fúria confirmou um mundial medíocre. Perdeu na estréia e ganhou os 6 jogos seguintes, 5 deles por um gol de diferença. É a campeã com a pior média de gols da história das Copas. Mas é a campeã. Não gostou, azar o seu. Os espanhóis comemoram enquanto o resto do mundo aplaude e chupa o dedo.

Mas foi essa

 

Seleção do dia: Casillas; Van der Wiel, Puyol, Pique, Sergio Ramos; Xavi, Iniesta, Fabregas, Sneijder; Villa, Pedro.

 

Pitacos:

Esqueçam a vuvuzela, a jabulani, o Dunga, o Felipe Melo e o Galvão Bueno. Guardem a bandeira do Brasil, revejam a tabela do brasileirão, tirem as camisas dos clubes do armário, montem seus times no cartola.

Ricardo teixeira? Morumbi? Técnico da seleção? Que nada! Quarta feira tem Corinthians na TV.

Sem mais.

Felipe Blumen

Dia 24: Renovados

10/07/2010

Um jogo agradabilíssimo. Foi isso que tivemos na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo 2010. Pelo que fizeram Uruguai e Alemanha durante todo torneio não era de se esperar menos, ambas demonstraram fatores fundamentais para que fossem as seleções mais “queridas” desta Copa. Os uruguaios não jogaram apenas com a raça costumeira, a marcação forte se uniu aos talentos de Forlán e Suárez que nos presentearam com belos gols; os germânicos surpreenderam a muitos pela incessante movimentação e pelo futebol ofensivo que impuseram. Quanto ao jogo em si, o resultado expôs a diferença mínima da superioridade dos europeus sob os sulamericanos.

Um capítulo a parte deste duelo são seus técnicos. Joachim Löw apresentou uma seleção alemã renovada não só na idade mas também na maneira de jogar, algo que ele já havia ensaiado junto de Klinsmann na Copa de 2006 e que agora pode colocar em prática como o treinador principal da Alemanha. As goleadas sob Austrália, Inglaterra e Argentina encantaram o mundo e deixaram a impressão de que se há uma seleção com uma geração pronta para a festa do caqui maduro Copa no Brasil, esta é a Alemanha. É claro que há de se falar da derrota sofrida para os espanhóis, na qual senti que os alemães foram surpreendidos pela marcação pressão feita pelos ibéricos, o que fez com que o jovem time não conseguisse impor seu jogo.

Óscar Tabárez fez um trabalho impressionante com a Celeste. Nenhum treinador nesta Copa entendeu a dinâmica do torneio como ele: o Uruguai estava num grupo deveras equilibrado e não chegava com status de favorito a uma das vagas; após a péssima partida de estreia contra a França, Tabárez mudou radicalmente seu esquema de jogo armando seu time com apenas 2 zagueiros e recuando Forlán para o meio-campo, sendo este responsável por armar as jogadas para Suárez e Cavani. Portanto, o treinador uruguaio entendeu que não havia tempo para manter algo que claramente deu errado. Tabárez fez algo que sentimos muita falta não só de técnicos mas também de jogadores nesta Copa, arriscou.

Eu e os outros membros deste blog consideramos que no futebol atual há uma excerbada supervalorização dos técnicos e o que escrevi acima pode parecer contraditório com o que acabo de dizer. Mas não é. Frente às inúmeras lesões de jogadores alemães selecionáveis Löw poderia ter convocado medalhões (como Frings, Helmes, Fritz etc.) para suprir tais vagas, mas acreditou em garotos como Özil, Müller e outros. Tábarez ao colocar seu melhor jogador para jogar fora de posição após o primeiro cotejo poderia ter sido acusado de estar jogando muita responsabilidade nas costas de Forlán e sacrificando-no. Na verdade o terinador uruguaio confiou em seu camisa 10 como ninguém jamais pensara que fosse possível, e de seus pés iniciou-se a reação uruguaia. Ou seja, Löw e Tabárez são valorizados por nós por valorizarem quem realmente faz o espetáculo.

Espanha e Holanda fazem a final e um dos dois se sagrará a melhor seleção do mundo. Não serão delas que lembrarei daqui há alguns anos, porém.

Seleção do dia: Butt; Boateng, Friedrich, Mertesacker e Cáceres; Pérez, Khedira, Arevalo Rios e Forlán; Cavani e Müller.

Pitacos: Logo da Copa de 2014 em verde, amarelo e… vermelho?! Lula e seu partido já estão na história deste país, não precisavam de atitude tão mesquinha.

O único grande jogo da Espanha nesta Copa foi contra a Alemanha e agora ela passou a ser considerada a seleção que apresentou o melhor futebol no certame até o momento. Antes passava de mais a bola e não finalizava, agora é um time que valoriza a posse de bola e o futebol bem jogado. As coisas na mídia esportiva são tão efêmeras quanto a alegria dos palmeirenses ao assistir um jogo de seu time no Palestra Itália. Pelo menos uma dessas efemeridades tá sendo destruída…

Rodrigo Giordano

Convenhamos, não é uma grande Copa. É verdade que tivemos jogos emocionantes, deliciosos. Mas vamos generalizar agora e pensar no todo. Foi o festival do 1 x 0, do “jogo de resultado” e dos “times de contra-ataque”. Uma prova disso é que a Espanha poderá sagrar-se campeã no domingo com a pior média de gols da história das Copas, superando a belíssima campanha do Brasil em 1994.

Aliás, aqui vai um aviso. Essa Espanha é uma enganação. Esse “time da posse de bola” não é tudo isso, é um timinho safado que apenas passa a impressão de ser uma máquina. Foi assim na semifinal contra a Alemanha e em todos os outros jogos. A força do esquema com 7 titulares do Barcelona, tão repetida pelos comentaristas, não é tudo isso. Os jogos da fúria são sempre equilibrados até que saia o primeiro gol (leia-se David Villa resolva o jogo). A partir de então é natural a maior tranquilidade causando o aumento da posse de bola. Claro que os espanhóis tem crédito pela vitória contra a promessa alemã, assim como tem crédito para estarem na final, mas o objetivo desse texto é apenas alertar para que não nos deixemos levar pelas palavras de narradores, que depois da eliminação tupiniquim são obrigados a dar uma carga extra de emoção ao certame.

E quanto aos adversários dos espanhóis na 19ª final de copa do mundo? A seleção holandesa foi assunto de discussões neste blog devido ao que podemos chamar de “contradição” em seu estilo de jogo. Ironicamente a laranja de 2010, pragmática e cirúrgica, tem mais chances de ser campeã do que a de Cruijff, encantadora e brilhante, jamais teve. Um belo jogo contra o Uruguai mostrou que a laranja não sobra em campo. Pelo contrário, joga como se fosse um time ruim, o que não é, preterindo o toque de bola em favor da individualidade dos inspirados Robben e Sneijder.

Para não dizer que não falei de flores, apesar de tudo isso a final será justa e divertida. Teremos um campeão inédito, o que é muito bom para o futebol. Claro que muitos gostariam de ver Alemanhã na final, ou mesmo a celeste olímpica (cuja eliminação foi muito mais sentida do que a do Brasil, pelo menos para este blogueiro). Mas nada podemos fazer senão aproveitar.

Seleção das semifinais: Casillas; Sergio Ramos, Friedrich, Puyol, Van Bronckhorst; Schweinsteiger, Xavi, Iniesta, Robben; Forlán, Pedro.

Pitacos:

O logo da Copa de 2014 é um dos mais feios que eu já vi, além de ser muito sugestivo. Ou alguém duvida que vão passar a mão nessa Copa?

Fiquei aqui um bom tempo pensando o que falar sobre o goleiro Bruno do Flamengo. E concluí: preciso falar alguma coisa?

Felipe Blumen

“A Alemanha nunca vem com um time muito forte mas sempre acaba chegando”. A declaração, que você já deve ter ouvido umas 28395 vezes, é típica de mitos que circundam a Copa. Mas o problema da sentença não é fazer parte do senso comum, e sim dos jornalistas despreparados que se surpreendem com a técnica dos jogadores alemães; isso numa época em que é possível assistir a todo o campeonato alemão sem sair de casa é algo inconcebível. Quem acompanha a Bundesliga conhece a habilidade de Ozil e não se surpreende nem um pouco com a destreza que Khedira e Schweinsteiger mostram para sair jogando.

Pois bem, Cape Town presenciou um passeio dos alemães em cima dos argentinos; mas será que uma goleada germânica era tão inesperada assim? Acho que não, afinal, a defesa do time de Maradona é muito fraca (Otamendi é bom zagueiro e péssimo lateral, Heinze é péssimo zagueiro e lateral) e o único que marcava no meio-campo era Mascherano. Destarte, dada a eficiência que o time de Joachim Low demonstrou contra os ingleses não foi surpresa alguma o aproveitamento que tiveram contra os sul-americanos. Quem realmente decepcionou foi o ataque argentino: Di Maria foi nulo e o trio de ataque não repetiu as últimas boas atuações.

Os espanhóis tiveram problemas para vencer os paraguaios mas novemente usufruíram do oportunismo de David Villa para decidir a partida. Vão precisar de muito mais para complicar os alemães; o time armado por Vicente Del Bosque tem claras fragilidades como Xavi jogando como meia a frente de Busquets e Xabi Alonso, além da péssima jornada de Fernando Torres que demonstra estar evidentemente fora de sua melhor forma física. Fábregas e Pedro seriam boas opções.

Seleção do dia: Villar; Boateng, Friedrich, Piqué e Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Iniesta e Müller; Klose e Villa.

Pitacos: Ricardo Teixeira (!) em entrevista a Galvão Bueno (!!) jogou toda a culpa pela eliminação da Seleção em Dunga. Quem foi mesmo que contratou Dunga?

Palmeiras 3 x 1 XV de Piracicaba. O Palmeiras tem um pênalti a seu favor no amistoso contra o time do interior e Kléber, o maior reforço da equipe para o resto da temporada, bate e… perde. Belluzo deveria começar a pensar em fazer um acordo com a CBF e a comissão de arbritagem, no qual os pênaltis dados para o time de Palestra Itália possam ser torcados por 2 escanteios ou escolher um adversário pra ficar 3 minutos fora, sei lá. Que fase!

Rodrigo Giordano

O JOGO

Nem mesmo a belíssima apresentação da seleção brasileira na primeira etapa da partida contra a Holanda impediu que se percebesse o absoluto destempero dos jogadores brasileiros; Robinho gritou na cara de Van Bommel, Daniel Alves deu entrada duras, Michel Bastos fazia faltas seguidamente. O time de Dunga perdeu a chance de transformar o bom futebol em resultado definitivo e viu a irritação supracitada se virar contra si. Foi impressionante como uma equipe com tantos jogadores experientes como o Brasil se abateu ao tomar o gol de empate holandês e não conseguiu criar mais nada. A Holanda, em contrapartida, fez um péssimo primeiro tempo mas soube impor seu jogo no segundo contando com o auxílio de seus maiores talentos individuais, Robben e Sneijder.

DUNGA, FELIPE MELO E O DUNGUISMO

O principal problema de Dunga foi achar que havia uma fórmula para ganhar a Copa: convocar um certo número de jogadores, selecionar os que se saíram bem e morrer abraçado com eles até o fim. O gaúcho acreditou piamente que isso bastaria para chegarmos ao hexa, a técnica estava em segundo plano. O remorso que Dunga possuí com a imprensa fez com que ignorasse completamente a opinião pública; não estou dizendo que o próximo treinador da seleção deva se pautar nela mas pelo menos levá-la em consideração. Isso talvez teria evitado que um jogador medíocre como Felipe Melo se tornasse um dos pilares de nosso meio-campo. O volante da Juventus, aliás, perdeu grande oportunidade de ser elogiado, pelo contrário, mostrou que seu bom passe para o primeiro gol é uma excessão na sua carreira; burro, destemperado, fraco tecnicamente. Nós avisamos.

O FUTURO

O Brasil tem que parar de escolher seus técnicos baseado na decepção da Copa que veio anteriormente. O próximo treinador deve ser contratado pela capacidade que mostrou nos últimos anos, deve ser alguém preparado para renovar em elenco envelhecido. Tempo para isso não irá faltar, o Brasil não disputa as próximas eliminatórias tendo, portanto, chance de fazer inúmeros testes. Cabe ao déspota Ricardo Teixeira fingir ser o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (e menos o homem de negócios que realmente é) e separar um tempinho para tal escolha, afinal, ficar nas quartas na Copa de 2014 será um decepção muito maior.

Não bastou a Luis Suárez ser o artilheiro de sua seleção nesta Copa, ele ainda foi o herói da classificação do Uruguai, primeiro ao salvar com suas canelas uma bola que ia entrar, segundo, por minutos depois fazer uma defesa que nem o goleiro reserva Castillo conseguiria fazer. Gana e Uruguai fizeram belos 90 minutos e péssimos 30 minutos restantes de prorrogação, o cotejo porém mostrou-se emocionante durante todo tempo, até na disputa de pênaltis, muito em razão desse cara aqui:

classificação na conta do Abreu

Loco Abreu merece um capítulo a parte na história da Celeste nesta Copa. O botafoguense foi de uma coragem impressionante, além de demonstrar uma técnica que normalmente lhe falta durante o jogo. Um dos grandes momentos dessa Copa, com certeza.

Seleção do dia:Stekelenburg; Maxi Pereira, Vorsah, Scotti, Fucile; Arévalo Rios, Muntari, Sneijder e Forlán; Suárez e Kuyt.

Pitacos: Muita gente disse que a assistência de Felipe Melo para o gol do pequeno Róbson foi genial, “passe de Gérson”. Ora, penso que temos dezenas de jogadores no Brasil que poderiam dar um passe daquele e muitos outros mais melhores do que o volante de Dunga deu durante toda a Copa. Mas tal excitação é compreensível, as pessoas tendem a se impressionar mais quando alguém medíocre faz algo além de sua alçada.

Campanha de Dunga: venceu a Copa América, a Copa das Confederações, terminou em primeiro nas eliminatórias, caiu nas quartas de final da Copa.

Campanha de Parreira de 2002 a 2006: venceu a Copa América, a Copa das Confederações, terminou em primeiro nas eliminatórias, caiu nas quartas de final da Copa.

Se para Dunga não importa o futebol que é jogado e sim o resultado, gostaria que ele explicasse qual a diferença de sua seleção para a do pé de uva Parreira a qual ele tanto desprezava.

CHUPA DUNGA, JORGINHO, KAKÁ, JÚLIO CÉSAR, LUÍS FABIANO, ROBINHO, FELIPE MELO E GALVÃO BUENO. Todos donos de uma soberba exacerbada e de um patriotismo falso e forçado.

Rodrigo Giordano