Dia 20: “Locura” e o fim do dunguismo

04/07/2010

O JOGO

Nem mesmo a belíssima apresentação da seleção brasileira na primeira etapa da partida contra a Holanda impediu que se percebesse o absoluto destempero dos jogadores brasileiros; Robinho gritou na cara de Van Bommel, Daniel Alves deu entrada duras, Michel Bastos fazia faltas seguidamente. O time de Dunga perdeu a chance de transformar o bom futebol em resultado definitivo e viu a irritação supracitada se virar contra si. Foi impressionante como uma equipe com tantos jogadores experientes como o Brasil se abateu ao tomar o gol de empate holandês e não conseguiu criar mais nada. A Holanda, em contrapartida, fez um péssimo primeiro tempo mas soube impor seu jogo no segundo contando com o auxílio de seus maiores talentos individuais, Robben e Sneijder.

DUNGA, FELIPE MELO E O DUNGUISMO

O principal problema de Dunga foi achar que havia uma fórmula para ganhar a Copa: convocar um certo número de jogadores, selecionar os que se saíram bem e morrer abraçado com eles até o fim. O gaúcho acreditou piamente que isso bastaria para chegarmos ao hexa, a técnica estava em segundo plano. O remorso que Dunga possuí com a imprensa fez com que ignorasse completamente a opinião pública; não estou dizendo que o próximo treinador da seleção deva se pautar nela mas pelo menos levá-la em consideração. Isso talvez teria evitado que um jogador medíocre como Felipe Melo se tornasse um dos pilares de nosso meio-campo. O volante da Juventus, aliás, perdeu grande oportunidade de ser elogiado, pelo contrário, mostrou que seu bom passe para o primeiro gol é uma excessão na sua carreira; burro, destemperado, fraco tecnicamente. Nós avisamos.

O FUTURO

O Brasil tem que parar de escolher seus técnicos baseado na decepção da Copa que veio anteriormente. O próximo treinador deve ser contratado pela capacidade que mostrou nos últimos anos, deve ser alguém preparado para renovar em elenco envelhecido. Tempo para isso não irá faltar, o Brasil não disputa as próximas eliminatórias tendo, portanto, chance de fazer inúmeros testes. Cabe ao déspota Ricardo Teixeira fingir ser o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (e menos o homem de negócios que realmente é) e separar um tempinho para tal escolha, afinal, ficar nas quartas na Copa de 2014 será um decepção muito maior.

Não bastou a Luis Suárez ser o artilheiro de sua seleção nesta Copa, ele ainda foi o herói da classificação do Uruguai, primeiro ao salvar com suas canelas uma bola que ia entrar, segundo, por minutos depois fazer uma defesa que nem o goleiro reserva Castillo conseguiria fazer. Gana e Uruguai fizeram belos 90 minutos e péssimos 30 minutos restantes de prorrogação, o cotejo porém mostrou-se emocionante durante todo tempo, até na disputa de pênaltis, muito em razão desse cara aqui:

classificação na conta do Abreu

Loco Abreu merece um capítulo a parte na história da Celeste nesta Copa. O botafoguense foi de uma coragem impressionante, além de demonstrar uma técnica que normalmente lhe falta durante o jogo. Um dos grandes momentos dessa Copa, com certeza.

Seleção do dia:Stekelenburg; Maxi Pereira, Vorsah, Scotti, Fucile; Arévalo Rios, Muntari, Sneijder e Forlán; Suárez e Kuyt.

Pitacos: Muita gente disse que a assistência de Felipe Melo para o gol do pequeno Róbson foi genial, “passe de Gérson”. Ora, penso que temos dezenas de jogadores no Brasil que poderiam dar um passe daquele e muitos outros mais melhores do que o volante de Dunga deu durante toda a Copa. Mas tal excitação é compreensível, as pessoas tendem a se impressionar mais quando alguém medíocre faz algo além de sua alçada.

Campanha de Dunga: venceu a Copa América, a Copa das Confederações, terminou em primeiro nas eliminatórias, caiu nas quartas de final da Copa.

Campanha de Parreira de 2002 a 2006: venceu a Copa América, a Copa das Confederações, terminou em primeiro nas eliminatórias, caiu nas quartas de final da Copa.

Se para Dunga não importa o futebol que é jogado e sim o resultado, gostaria que ele explicasse qual a diferença de sua seleção para a do pé de uva Parreira a qual ele tanto desprezava.

CHUPA DUNGA, JORGINHO, KAKÁ, JÚLIO CÉSAR, LUÍS FABIANO, ROBINHO, FELIPE MELO E GALVÃO BUENO. Todos donos de uma soberba exacerbada e de um patriotismo falso e forçado.

Rodrigo Giordano

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