Dias 22 e 23: A preparação para a cirurgia

09/07/2010

Convenhamos, não é uma grande Copa. É verdade que tivemos jogos emocionantes, deliciosos. Mas vamos generalizar agora e pensar no todo. Foi o festival do 1 x 0, do “jogo de resultado” e dos “times de contra-ataque”. Uma prova disso é que a Espanha poderá sagrar-se campeã no domingo com a pior média de gols da história das Copas, superando a belíssima campanha do Brasil em 1994.

Aliás, aqui vai um aviso. Essa Espanha é uma enganação. Esse “time da posse de bola” não é tudo isso, é um timinho safado que apenas passa a impressão de ser uma máquina. Foi assim na semifinal contra a Alemanha e em todos os outros jogos. A força do esquema com 7 titulares do Barcelona, tão repetida pelos comentaristas, não é tudo isso. Os jogos da fúria são sempre equilibrados até que saia o primeiro gol (leia-se David Villa resolva o jogo). A partir de então é natural a maior tranquilidade causando o aumento da posse de bola. Claro que os espanhóis tem crédito pela vitória contra a promessa alemã, assim como tem crédito para estarem na final, mas o objetivo desse texto é apenas alertar para que não nos deixemos levar pelas palavras de narradores, que depois da eliminação tupiniquim são obrigados a dar uma carga extra de emoção ao certame.

E quanto aos adversários dos espanhóis na 19ª final de copa do mundo? A seleção holandesa foi assunto de discussões neste blog devido ao que podemos chamar de “contradição” em seu estilo de jogo. Ironicamente a laranja de 2010, pragmática e cirúrgica, tem mais chances de ser campeã do que a de Cruijff, encantadora e brilhante, jamais teve. Um belo jogo contra o Uruguai mostrou que a laranja não sobra em campo. Pelo contrário, joga como se fosse um time ruim, o que não é, preterindo o toque de bola em favor da individualidade dos inspirados Robben e Sneijder.

Para não dizer que não falei de flores, apesar de tudo isso a final será justa e divertida. Teremos um campeão inédito, o que é muito bom para o futebol. Claro que muitos gostariam de ver Alemanhã na final, ou mesmo a celeste olímpica (cuja eliminação foi muito mais sentida do que a do Brasil, pelo menos para este blogueiro). Mas nada podemos fazer senão aproveitar.

Seleção das semifinais: Casillas; Sergio Ramos, Friedrich, Puyol, Van Bronckhorst; Schweinsteiger, Xavi, Iniesta, Robben; Forlán, Pedro.

Pitacos:

O logo da Copa de 2014 é um dos mais feios que eu já vi, além de ser muito sugestivo. Ou alguém duvida que vão passar a mão nessa Copa?

Fiquei aqui um bom tempo pensando o que falar sobre o goleiro Bruno do Flamengo. E concluí: preciso falar alguma coisa?

Felipe Blumen

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