Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos nossos ávidos leitores pelo meu considerável tempo de ausência. Forças ocultas e um problema com a minha fonte (não a jornalística, a do computador) me impediram de ser mais ágil. Desculpas à parte, vamos ao que interessa: Faltam cerca 5 anos para a Copa do Mundo de 2014 ser realizada no Brasil e uma polêmica já destaca entra as que surgiram e que ainda surgirão: o fato da cidade de São Paulo poder não sediar a abertura da Copa do Mundo. Com o estádio do Morumbi sendo posto em xeque pelo “alto escalão” da Fifa, há ainda a possibilidade da construção de um novo estádio na cidade de São Paulo, capaz de atender a todos os caprichos da entidade máxima do futebol.

Não há como discordar que o estádio do Morumbi possui sérios problemas estruturais, além de problemas de acesso em seu entorno. Entretanto, não se pode negar também que o estádio do São Paulo Futebol Clube já existe, terá metrô ao lado e sua reforma não exigirá o uso de recursos público. A mera menção à construção de um imponente e custoso estádio na cidade de São Paulo é por si só alarmante. Contudo, há muitos conflitos políticos e interesses escusos por detrás da campanha de veto ao Morumbi. A verdade é que a cidade não precisa e tampouco comporta mais uma arena nos seus domínios.
Outro absurdo é cogitar, por motivos políticos, que a cidade de São Paulo não sedie a abertura de um evento desta envergadura. Razões não faltam para isso, se ainda é preciso explicitá-las: uma das maiores cidades do mundo, pólo econômico do país, melhor infra-estrutura turística. Além dos fatores ludopédicos: bairrismos a parte, o estado de São Paulo também é o maior estado brasileiro quando se trata de futebol, além de ter sido o portão de entrada para o esporte bretão no país. É risível imaginar Belo Horizonte, ou pior, Brasília, como palco de tal evento. Se o Rio de Janeiro não é questionado como palco da final, assim deveria ser tratando-se de São Paulo.
Você, caro leitor, já estoque seus pares de havaianas e várias unidades de brazilian typical candy paçoca para vender a visitantes gringos na porta do estádio para, quem sabe, recuperar um pouquinho do seu suado dinheirinho que será sugado por oportunistas até 2014.

Caio Hornstein